Este Blog é voltado especialmente para a formação dos Servidores do Altar da Paróquia da SS. Trindade da Arquidiocese de Belém, bem como para todos aqueles que amam a Santa Madre Igreja Católica e sua Sacratíssima Liturgia.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Igreja Corpo Místico de Cristo

A comparação da Igreja com o Corpo projeta uma luz sobre os laços íntimos entre a Igreja e Cristo. Ela não é somente congregada em torno d’Ele, no Seu Corpo. Cabe destacar mais especificamente três aspectos da Igreja-Corpo de Cristo: a unidade de todos os membros entre si pela união com Cristo; Cristo cabeça do Corpo; e a Igreja Esposa de Cristo (CIC 789).

“A doutrina do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja (cf. Cl 1,24), recebida dos lábios do próprio Redentor e que põe na devida luz o grande e nunca suficientemente celebrado benefício da nossa íntima união com tão excelsa Cabeça (Cristo), é de natureza tão grandiosa e sublime que convida à contemplação todos aqueles a quem move o Espírito de Deus” [1]. Estas santas palavras do Servo de Deus o Papa Pio XII, elucidam quão importante é a doutrina e a analogia da Igreja como corpo místico de Cristo para própria vivência e entendimento da natureza eclesial.

Para entendermos tal analogia, devemos tomar por ponto de partida a dimensão comunitária própria da Igreja, “O filho de Deus, vencendo, na natureza humana a Si unida, a morte, com a sua morte e ressurreição, remiu o homem e transformou-o em nova criatura (cfr. Gál. 6,15; 2 Cor. 5,17). Pois, comunicando o Seu Espírito, fez misteriosamente de todos os seus irmãos, chamados de entre todos os povos, como que o seu Corpo.” [2] O divino redentor, por seu mistério pascal, não apenas nos redimiu de nossa natureza humana e pecadora, mas, mais do que isso, nos fez participantes de sua divindade, “ Quando ele (Jesus) se encarnou e se fez homem, recapitulou em si mesmo a longa história dos homens e, em resumo, nos propiciou a salvação, de sorte que aquilo que havíamos perdido em Adão, isto é, sermos à imagem e a semelhança de Deus, o recuperamos em Cristo Jesus” [3]. Ao nos adotar como irmãos, fez de toda a comunidade daqueles que o aceitam, um só corpo com ele, sendo ele o cabeça (aquele que governa), e nós seus membros, que embora indignos, continuamos sua obra salvífica.

Deste modo, fica evidentemente clara a natureza da Igreja enquanto comunidade participante da natureza do Cristo, “Nós nos tornamos pela graça aquilo que Deus é por natureza” [4]. Por outro lado, bem sabemos que o Divino redentor já voltou para o Pai a muito tempo, então qual seriam nos dias de hoje os elementos que mantém este corpo ainda unido, ainda a imagem incólume do seu fundador?. A resposta para tal questionamento encontramos no valioso tesouro deixado por Cristo a nós, os Sacramentos, de fato é “nesse corpo (Igreja) que a vida de Cristo se difunde nos que crêem, unidos de modo misterioso e real, por meio dos sacramentos. Com efeito, pelo Batismo somos assimilados a Cristo; ‘todos nós fomos batizados no mesmo Espírito, para formarmos um só corpo’ (1 Cor. 12,13). Ao participar realmente do corpo do Senhor, na fração do pão eucarístico, somos elevados à comunhão com Ele e entre nós. ; ‘Porque há um só pão, nós, que somos muitos, formamos um só corpo, visto participarmos todos do único pão’ (1 Cor. 10,17). E deste modo nos tornamos todos membros desse corpo (cfr. 1 Cor. 12,27), sendo individualmente membros uns dos outros’ (Rom. 12,5).” [5]

Esta unidade na diversidade, apesar de possuir uma realidade misteriosa, é perceptível “porque a Igreja é um corpo visível aos olhos; pois é o Corpo de Cristo, é um corpo vivo, ativo, cheio de seiva, sustentado e animado por Jesus Cristo, que a penetra com sua virtude, como um tronco de uma árvore que alimenta e que faz férteis os ramos que estão a ela unidos. Este princípio de vida sobrenatural que anima a Igreja se manifesta a todos os olhos pelos atos que produz.” [6]

É Jesus que faz sua Igreja sempre atual, sempre unida, sempre perfeita, pois morreu e se entregou por ela a fim de santificá-la. Esta é a Igreja Católica, da que todos somos filhos. Ela foi eternamente desejada, escolhida, amada pelo Esposo Jesus; ela foi desposada quando ele se fez homem e por ela morreu e ressuscitou! Lembremo-nos das palavras do Apóstolo: “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la, com o banho da água e santificá-la pela Palavra, para apresentar a si mesmo a Igreja, gloriosa, sem mancha nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5,25-27). Por isso a Igreja será sempre Esposa, será sempre bela, sem mancha nem ruga, será sempre santa, apesar dos pecados de seus membros, ela é a Amada, a Escolhida, a ornada com o a jóia do Espírito Santo.
* por João Antônio Lima
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Notas
[1] Encíclica Mystici Corporis, 1943
[2] Conc. V. II, Constituição Lumem Gentium, nº 7, 1964
[3] S. Agostinho, Contra as Heresias 3, 18, 1. 7
[4] Cirilo de Alexandria, De Trin. Dial
[5] Conc. V. II, Constituição Lumem Gentium, nº 7, 1964
[6] Encíclica Satis Cognitum, 1896

Igreja Católica Apostólica Romana

Para entendermos melhor a natureza da Igreja, devemos antes de mais nada conhecer e compreender seu próprio nome, Igreja Católica Apostólica Romana. Comecemos pelo significado do termo Igreja, Igreja é uma palavra de origem grega escolhida pelos autores da Septuaginta (a tradução grega da Bíblia Hebraica) para traduzir o termo hebraico hal Yahveh, usado entre os judeus para designar a assembleia geral do "povo do deserto", reunida ao apelo de Moisés. Vemos aí, que o termo está intimamente ligado a reunião de pessoas (assembléia), e assim de fato o é, pois é designada como “o povo que Deus convoca e reune em todos os confins da terra, para constituir a assembléia daqueles que pela fé e pelo batismo, se tornam filhos de seus, membros de Cristo e templo do Espírito Santo” [1].

Quanto ao termo Católica, é de origem grega, e “Católica, universal significa segundo a totalidade” [2]. A dimensão católica da Igreja possue duas realidades, a primeira é “porque Cristo está presente nela: ‘onde está Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica’. Nela subsiste a plenitude do Corpo de Cristo unido à sua Cabeça, o que implica que ela receba d'Ele a ‘plenitude dos meios de salvação’” [3], a segunda dimensão acontece “porque Cristo a enviou em missão à universalidade do gênero humano” [4], isto é “Todos os homens são chamados a fazer parte do povo de Deus. Por isso, permanecendo uno e único, este povo está destinado a estender-se a todo o mundo e por todos os séculos” [5]
Quanto ao termo Apostólica, é de origem grega, e seu significado é “enviado”, “Jesus é o Enviado do Pai. Desde o início de seu ministério ‘chamou a si os que quis, e dentre eles escolheu Doze para estarem com ele e para enviá-los a pregar’ (Mc 3,13-14). A partir daquela hora eles serão os seus 'enviados'. Neles continua a sua própria missão: 'Como o Pai me enviou, eu também vos envio' (Jo 20,21). Seu ministério é, portanto, a continuação de sua própria missão: 'Quem vos recebe a mim recebe', diz ele aos Doze (Mt 10,40)”.[6] Deste modo, “Toda a Igreja é apostólica na medida em que, por meio dos sucessores de São Pedro e dos apóstolos, permanece em comunhão de fé e de vida com sua origem. Toda a Igreja é apostólica na medida em que é ‘enviada’ ao mundo inteiro; todos os membros da Igreja, ainda que de formas diversas, participam deste envio. ‘A vocação cristã é também por natureza vocação ao apostolado.’ Denomina-se ‘apostolado’ ‘toda a atividade do Corpo Místico’ que tende a ‘estender o reino de Cristo a toda a terra.’” [7]
E por fim, o termo Romana, que dentre os demais é o mais fácil de entender, pois bem sabemos da importância da cidade de Roma para o cristianismo nascente, de tal modo que foi nela que muitos mártires entregaram seu sangue por amor a Jesus Cristo, cabe destacar dentre estes mártires as figuras dos Apóstolos Pedro e Paulo. Desta forma a Igreja é assim designada por ter sido naquela cidade onde seus grandes patriarcas morreram, e de onde se propagou a fé cristã para o mundo ocidental.
* por João Antônio Lima

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Notas

[1] Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, nº 156
[2] Isidoro de Sevilha, Etym. 8, 1, 1.
[3] CIC, nº 830
[4] Ibidem, nº 831
[5] Conc. V. II, Constituição Lumem Gentium, nº 13, 1964
[6] CIC, º 858
[7] Ibidem, º 863

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A Igreja Católica, Apostólica, Romana

Católica ou universal chama-se a Igreja porque se espalhou de um extremo a outro de toda terra; porque ensina universalmente e sem falha todos os artigos de fé que os homens precisam conhecer (Cirilo de Jerusalém)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Escala da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora - 16/08



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"Com São Tarcísio, aprendamos as lições do altar"

Caros amigos, como é do conhecimento de todos, estamos realizando pelo terceiro ano consecutivo a Festividade em honra à São Tarcísio, e para este ano nos foi proposto o seguinte tema: "Com São Tarcísio, aprendamos as lições do altar".

A primeira pergunta que nos vem à mente ao refletirmos acerca deste tema, é o que seriam estas "lições do altar”. Penso eu que são inúmeras, ao ponto de ficarmos discutindo sobre elas durante dias... Deste modo, escolherei especialmente uma primeira e principal lição, a unidade expressa pela eucaristia.

Para entendermos esta lição, partamos do seguinte princípio: Todos somos diferentes, e de fato o somos, nascemos de famílias diferentes, em lugares diferentes, temos formações diferentes, condições econômicas diferentes, e tantas outras incontáveis diferenças.

Por outro lado, a celebração dos mistério eucarístico é como uma contradição para estas diferenças, ora, todos os dias vemos conflitos que sempre são baseados nas diferenças, diferenças de religiões, diferenças de ideologias... mas, ao redor do altar sentam-se ricos e pobres, felizes e tristes, fortes e fracos, e todos partilham do mesmo pão sem distinção, todos dão-se as mãos, pois o que os une é mais forte, mais forte que as aparentes diferenças, é a partilha do mesmo pão, da mesma refeição.

"Na Eucaristia, Jesus não dá alguma coisa, mas dá-se a si mesmo; entrega o seu corpo e derrama o seu sangue. Deste modo dá a totalidade da sua própria vida" (Sacramentum Caritatis, 7), portanto meus caros, a lição principal do altar é esta, somos todos um, pois Jesus Cristo nos faz um com ele, e com os irmãos.
* João Lima

sábado, 8 de agosto de 2009

Escala do Tríduo em Honra a São Tarcísio

Encerramento do Trídou (Missa Solene com D. Vicente Zico)

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Escala do Mês de Agosto - Dias de Semana

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Horários
Segunda, quarta e sexta feiras as missas são às 18h
Terça-feira às 07h e 19h
Quinta-feira às 07h e 18h
Primeira Sexta-feira do mês missas às 07h, 12h e 18h